O Impossível: Nada é mais poderoso do que o espírito humano

Uma família de classe média que vai passar suas férias num hotel na Tailândia, e ela é surpreendida por uma estranha turbulência.

O Filme O impossível conta a história verídica de um casal, Maria (Naomi Watts), Henry (Ewan McGregor), Lucas (Tom Holland), Thomas (Samuel Joslin) e Simon (Oaklee Pendergast), que chegam à Tailândia na véspera de Natal buscando dias tranquilos num lugar paradisíaco. Mas, apenas um dia depois da confraternização natalina, a natureza se encarregou de acrescentar tons dramáticos a essas inesquecíveis férias de verão.

O espectador é convidado a mergulhar profundamente no desespero do evento e presenciar a calamidade. Os efeitos especiais muito bem feitos por sinal ajudam a montar o clima de tensão e a dar veracidade ao filme. O casal, e os três filhos e todos que desfrutam da piscina do hotel observam árvores sendo engolidas por uma gigantesca onda. Não há tempo para pensar, que dirá o que fazer a fim de se salvar suas vidas. Passado o susto, o drama toma conta do filme: feridos, assustados e indefesos, os membros da família sofrem com a abrupta separação e com a falta de notícias uns dos outros. Com atuações brilhantes impossível não destacar o trabalho do ator mirim Tom Holland, que faz o filho do casal Lucas. 

O roteiro do filme deixou um pouco a desejar e que pegaram pesado um pouco no drama principalmente nas soluções apresentadas para reuni a família que parecem forçadas: Nos certos encontros e desencontros são, notadamente, um toque da ficção que tenta “melhorar” a realidade a qualquer custo. 

Embora renda alguns planos interessantes, como o de Lucas e Henry cruzando os mesmos corredores de hospital sem dar conta da presença um do outro, outras vezes o artifício cria situações inverossímeis, como a cena em que Maria, à beira da morte na cama de hospital, quase sente a presença do marido, a uma cortina de distância. E é fácil perceber que apenas isso garantiria boa parte do suspense da narrativa do filme, mas que curte um bom filme de drama, vai adorar o filme.

Com o foco direcionado aos Bennett em quase tempo integral, a produção perde ainda boas oportunidades de explorar as subtramas. Os momentos de solidariedade, que poderiam ajudar a construir um retrato mais abrangente da situação, aparecem apenas quando contribuem para aumentar o nível de emoção em relação aos protagonistas.

E mesmo quando parece criar uma visão um pouco mais crítica em relação ao ocorrido – já em seu desfecho, quando a presença do funcionário do seguro garante um tratamento diferenciado de uns em detrimento de outros -, a produção volta ao drama mais pessoal, e a intenção acaba se diluindo.

O filme, o final feliz em meio à tragédia soa mais interessante, mas isso não é obra da ficção. Neste quesito, a realidade ainda é insuperável. Eis a mais forte essência do filme: Antes de tratar de Maria e Henry, ele fala da esperança e da luta de pessoas envolvidas num evento que matou cerca de duzentas mil pessoas em 2004.

Um filme maravilhoso e bem trabalhado, Impossível não se emocionar com o filme.  O blog é aberto a todos, mesmo que você não concorde, sinta-se livre para expressar suas opiniões sobre o filme.

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