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Tipos de pais: qual deles você é?

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PAIS PERMISSIVOS: Amor(+) Limites(-)

Características:
  • Não colocam limites no comportamento dos filhos. Tendem a Deixá-los fazer o que querem, não por falta de interesse, mas para que o filho fique contente.
  • Geralmente, permitem que tomem demasiadas decisões e escolhas sozinhos, sem sua guia e supervisão.
  • Muito amantes e respeitosos das necessidades emocionais do filho. Escutam, se interessam e dão atenção ao filho.
  • Pedem ao filho que mudem seu comportamento ou acreditam que mudará quando for maior.

Possíveis Efeitos Sobre Os Filhos:

  • O filho percebe que está no comando e aprende a manipular a seus pais.
  • Cresce com um sentimento interior de insegurança por falta de limites.
  • Pode ter baixa autoestima por não ter aprendido a controlar-se
  • Tem dificuldades de distinguir entre o certo e o errado, e tende a manipular as regras.
PAIS NEGLIGENTES: Amor(-) Limites(-)
Características:
  • Tendem a ser frios, distantes, despreocupados e a não comprometer-se.
  • Mantém relações por reação e não por princípios.
  • Não corrigem seus filhos até ver-se obrigados e irritados.
  • Inconsistente e imprevisível para disciplinar.
  • Duro e abusivo quando está fora de controle.
  • Reina no lar a atmosfera de NÃO ME AMOLE!
  • Não toma tempo para escutar e animar os filhos.

Possíveis Efeitos Sobre Os Filhos:

  • Promessas velhas ou descuidadas provocam uma baixa autoestima.
  • O abandono e a dureza produzem rebelião.
  • Poucos resultados por falta de motivação.
  • Insegurança.
  • Apoiam-se em seus amigos e companheiros, ou grupos antissociais.
PAIS AUTORITÁRIOS: Amor(-) Limites(+)

Características:

  • Preocupados por submissão e obediência extremas.
  • Inflexível. A obediência é mais importante que as relações.
  • Insensível. Requer obediência sem considerar opiniões, sentimentos ou necessidade dos filhos.
  • Dominador, severo, controle parecido com o militar. Fracassa no ensino de como escolher e tomar decisões.
  • Não é sensível às tendências e traços de caráter dos filhos.

Possíveis Efeitos Sobre Os Filhos:

  • A rigidez deforma o espírito e se manifesta por uma atitude retraída ou aberta rebelião.
  • Ao independer-se desafiam aos pais ou rechaçam seus valores e sua religião.
  • Baixa autoestima e pouca habilidade para ajustar-se à autoridade ou uma conformidade excessiva.
  • Na adolescência tem a tendência de buscar amigos rebeldes.
PAIS COM AUTORIDADE: Amor(+) Limites(+)

Características:

  • Tem regras claramente definidas, limites e princípios claros.
  • Consistente e flexível. Disposto a escutar as razões antes de tomar decisões.
  • Manifesta amor e compreensão, expressando-o com afeto físico.
  • Preocupa-se com as necessidades dos filhos. Dedica-lhes tempo.
  • Ensina os filhos a tomar decisões e a escolher.
  • É amigo dos filhos. Produz uma atmosfera carinhosa no lar.
Possíveis Efeitos Sobre Os Filhos:
  • A relação cálida e carinhosa com limites tende a construir a autoestima.
  • Alto nível de autossatisfação, pois sabem controlar-se.
  • Saber e entender os limites da estabilidade emocional.
  • Desenvolve a habilidade de tomar decisões independentes e positivas.
  • Tem boa comunicação e mínima rebeldia.
Fonte: Autoria desconhecida via Blog emissional.blogspot.com.br

Perguntas & Respostas sobre pensão alimenticia

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O que é a pensão?

É todo o necessário para suprir as necessidades de alguém, tais como moradia, alimentação, educação, saúde e lazer. Em regra esses valores são fornecidos pela família respeitando a necessidade e possibilidade.

Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.

§ 1º Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada.

Quem recebe a pensão?

Comumente é paga aos filhos, porém os alimentos são recíprocos podem ser pagos aos pais, avós, netos, tios etc.

Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento.

Como é determinado o valor?

O valor deve observar a necessidade do filho e possibilidade financeira de quem está obrigado a prestar os alimentos.

Como é feito quando o prestador não tem salário fixo?

Normalmente é fixado com base em salário mínimo, mas também podem ser estabelecido pelo padrão de vida do prestador.

Como solicitar?

Se o filho não tiver sido registrado, deverá ser proposta, ao lado do pedido de alimentos uma investigação de paternidade. Assim, é preciso ter documentos que comprovem a necessidade e possibilidade dos alimentos.

Qual a idade máxima para o filho receber a pensão?

Regra: 18 anos. Exceção: 24 anos se estiver na faculdade.

Completada a maior idade a pensão é exonerada automaticamente?

Não, é necessária uma ação judicial.

Os Avós podem ser obrigados a pagar pensão aos netos?

Sim, mas somente nos casos em que os pais não puderem prestá-la.

Art. 1.697. Na falta dos ascendentes cabe a obrigação aos descendentes, guardada a ordem de sucessão e, faltando estes, aos irmãos, assim germanos como unilaterais.

Art. 1.698. Se o parente, que deve alimentos em primeiro lugar, não estiver em condições de suportar totalmente o encargo, serão chamados a concorrer os de grau imediato; sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos, todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos, e, intentada ação contra uma delas, poderão as demais ser chamadas a integrar a lide.

O pai pode cobrar pensão do filho?

Os filhos maiores têm o dever de amparar os pais quando estes necessitem; como na velhice ou na enfermidade.

Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de outros.

O valor pode ser revisto?

Poderá ser realizada uma revisão judicial da pensão quando ocorrer mudança na situação financeira de quem paga ou na de quem recebe.

Art. 1.699. Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou majoração do encargo.

Art. 1.710. As prestações alimentícias, de qualquer natureza, serão atualizadas segundo índice oficial regularmente estabelecido.


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Perguntas & Respostas: Guarda dos Filhos

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O QUE É GUARDA COMPARTILHADA?

É aquela onde duas pessoas dividem o direito sobre a criança, simultaneamente.

O QUE É GUARDA ALTERNADA?

É a guarda onde duas pessoas dividem o direito sobre a criança, não simultaneamente. O direito de um cessa quando começa o do outro. Ela é nova e precisa de cautela na sua aplicação devido a evitar qu ea criança não perca o vinculo enquanto esta longe do genitor não detentor da guarda. Esta forma de guarda poderia ser aplicada quando os pais moram distantes e a guarda compartilhada com alternância de residencias por periodos curtos fica impraticável. Para ela ser mais eficiente os pais devem oferecer condições para que a criança mantenha vínculos com o genitor distante e seu ambiente.

O QUE É GUARDA EXCLUSIVA?

É aquela onde só uma pessoa detem o direito sobre a criança. Também conhecida como guarda mono-parental ou guarda única.

É a guarda física da criança dada a um dos pais, tornando-o praticamente o único responsável pela educação, pela vida e futuro dos filhos, obrigando que o genitor não residente torne-se um mero ator coadjuvante na vida deles, um mero visitante quinzenal, que nossos tribunais procuram delimitar em dias e horas, sem consultar quando as crianças vão sentir saudades dele. A situação piora ainda mais quando o guardião acredita ser o proprietário das crianças e as usa para se vingar do ex-cônjuge, ou então tenta negociar um maior vínculo delas com ele, através de uma pensão mais generosa. Todas essas barreiras, na maioria das vezes, contribuem para o “inexplicável” afastamento do pai.

A GUARDA COMPARTILHADA É A MELHOR OPÇÃO PARA A CRIANÇA?

A guarda compartilhada é o caminho a ser seguido em muitos dos casos.

A guarda compartilhada com alternância de casas nem sempre. Para ela ser mais eficiente é melhor que os guardiões morem próximos; os guardiões devem possuir um bom vínculo com a criança, devem passar segurança. Para que isso aconteça, devem ser pessoas que tiveram convívio de qualidade com a criança. Caso contrário, primeiramente, antes de estabelecer a guarda compartilhada, deve-se estreitar os vínculos.

QUAIS SÃO AS VÁRIAS FORMAS DE GUARDA COMPARTILHADA EXISTENTES?

Com e sem alternância de casas.

TODA GUARDA COMPARTILHADA IMPLICA ALTERNÂNCIA DE RESIDÊNCIAS?

Não. A guarda compartilhada só define que duas pessoas respondem simultaneamente pela criança.

QUEM É RESPONSÁVEL PELA CRIANÇA NA GUARDA COMPARTILHADA?

Na guarda compartilhada, com ou sem alternância de casas, os pais continuam, ambos, respondendo e decidindo juntos tudo o que diz respeito aos filhos.

A GUARDA COMPARTILHADA COM ALTERNÂNCIA DE CASAS É SEMPRE BOM?

Ela não pode ser regra fixa, pois cada caso é singular. A guarda compartilhada com alternância de casas só funciona com pais participativos, que emocionalmente dão segurança aos filhos. A alternância de casas tem naturalmente um resultado melhor na medida em que os pais morem o mais perto.

COMO SE ESTABELECE O DIREITO DE VISITAS?

Será respeitado o acordo do casal quanto ao direito de visitas e à guarda dos filhos. Na hipótese de o casal não chegar a um acordo, o juiz determinará a forma das visitas. Na legislação brasileira não existe uma regra da forma como devem ocorrer essas visitas. Costuma-se deferi-las para finais de semana alternados, o que não impede que o Juiz defira visitas mais amiúde ou permanências mais elastecidas, ao verificar que a criança está acostumada a um maior contato com aquele que não lhe detém a guarda. O Juiz tentará buscar o melhor interesse para a criança.

QUAL É O MODELO DE GUARDA TÍPICO DADO APÓS A SEPARAÇÃO DOS PAIS?

Guarda monoparental ou única em mais de 91% dos casos (fonte IBGE 2002).

DE QUEM É A GUARDA ATÉ QUE SEJA JULGADA A SEPARAÇÃO OU DIVÓRCIO?

Tanto a mãe quanto o pai são detentores da guarda de seus filhos, enquanto não houver o trânsito em julgado da sentença de separação ou divórcio.

AONDE EXISTE A GUARDA COMPARTILHADA?

Em alguns lugares do Brasil, Florianópolis, por exemplo. Ela é muito utilizada fora do Judiciário. Fora do Brasil, ela é aplicada intensamente na Inglaterra, França e Estados Unidos.

A GUARDA COMPARTILHADA É NOVIDADE NO BRASIL?

Não, já é aplicada, mas de forma muito tímida. No entanto, está sendo a cada dia mais utilizada e adotada, buscando preservar a criança. Foi aprovado no Congresso Nacional uma lei que institui a guarda compartilhada.

ENTÃO A GUARDA MONOPARENTAL É INADEQUADA PARA NOSSOS FILHOS?

Sim, de acordo com todas as pesquisas de campo e qualitativas que temos acesso, não há sequer uma que seja favorável a guarda monoparental. Isto porque este modelo de guarda foi criado para um conceito de família que não existe mais, aquele em que a mulher era da profissão “do lar”, enquanto o marido era o único provedor financeiro.

Com razão, a psicanalista francesa Françoise Dolto, autora de uma extensa obra sobre os problemas da infância, escreveu que a percepção infantil do tempo cronológico é diferente da percepção do adulto: uma semana para um adulto pode parecer um mês na cabeça de uma criança, sendo o mal criado a ela irreversível.

Uma outra pesquisa feita na França levantou a principal desvantagem da guarda mono-parental: um terço dos homens sumia da vida dos filhos depois do divórcio. As barreiras impostas a eles seriam a explicação.

COMO COIBIR O EXCESSO DE “PODER” DO GUARDIÃO NA GUARDA MONOPARENTAL?

A única forma de combater esse excesso de “poder” dado ao guardião na guarda única, é a aplicação da Guarda Compartilhada ou a Alternada (ambas modalidades da guarda conjunta), visto que este “poder”, que provem do mito materno, (de que a mãe é a única capacitada para cuidar da prole), é tão grande que nem mesmo através do Poder Familiar previsto no novo Código Civil, o outro progenitor, mero “provedor”, consegue conciliar, em virtude da idéia pré-concebida que ele ficou “de fora”.

QUAL É A ATITUDE DOS PAIS PARA UMA GUARDA COMPARTILHADA EFICIENTE?

Que eles possuam um bom vínculo com os filhos, que lhes passem segurança.

O QUE É PERÍCIA PSICOLÓGICA?

A palavra “perícia” vem do latim perior que quer dizer experimentar, saber por experiência. Consiste num aporte especializado que pressupõe um conhecimento técnico/científico específico que contribua no sentido de esclarecer algum ponto considerado imprescindível para o procedimento processual.

QUEM DEVE SOLICITAR PERÍCIA?

Quem esgotou todas as outras formas de se chegar a um consenso ou acordo que preserve a todos. Dever-se-ia procurar a ajuda de pessoas neutras que pudessem trazer um pouco de racionalidade, organização e controle de atitudes impulsivas e retaliativas neste momento de vida. Sugeriríamos psicólogos, psiquiatras e psicanalistas que tenham experiência em trabalho com famílias e com certa noção das questões legais em jogo. Em relação aos psicólogos, alguém que possua título de especialista em Psicologia Clínica e Psicologia Jurídica juntaria habilidades úteis aos casos em questão.

QUAIS OS BENEFÍCIOS DA PERÍCIA?

Espera-se que as dúvidas em relação ao assunto enfocado diminuam (quem teria melhores condições de exercer a guarda, no exemplo acima).

COMO E QUANDO A PERÍCIA DEVE SER FEITA?

A perícia pode ser solicitada como forma de apoio a uma tese defendida, por exemplo: uma criança de 5 anos é disputada entre o pai e a mãe para determinar a sua guarda física – ou seja, quem teria melhores condições de exercer a guarda. O aporte da perícia psicológica poderia ajudar no sentido de levantar as necessidades desta criança e a capacidade correspondente de cada genitor de fazer frente a elas.

O psicólogo pode utilizar-se de um amplo espectro de estratégias, técnicas e abordagens. Esta variabilidade foi o tema da pesquisa “A Espada de Salomão: A Psicologia e a Disputa de Guarda de Filhos”, publicada pela Casa do Psicólogo.

QUAL É O VALOR JURÍDICO DA PERÍCIA?

Os juízes têm se baseado nas conclusões periciais para suas sentenças. No momento, especialistas do Setor de Psicologia das Varas da Família e Sucessões estão realizando uma pesquisa tentando estabelecer qual é a influência das conclusões periciais psicológicas para a sentença judicial.

Como toda sentença judicial, a decisão baseada em perícia também é passível de contestação. O atual nível de desenvolvimento da Psicologia ainda deixa muita coisa sujeita a dúvida e relativização, portanto o seu uso em processos judiciais funciona como a lendária espada de Salomão – pode cortar de um lado como do outro.

O QUE ACONTECE DEPOIS DA PERÍCIA?

Segue-se a audiência se não houver contestação do trabalho e de suas conclusões. Caso alguma das partes sinta-se prejudicada, ele ou ela pode recorrer, solicitando nova perícia.

O juiz pode concordar ou não dependendo da argumentação lhe parecer plausível.

ONDE PROCURAR PERITOS?

Não existe uma lista de associações no Brasil a exemplo do que existe nos EUA. Solicitar auxílio ao Conselho Regional de Psicologia, órgão que representa os psicólogos, também não seria uma solução, uma vez que a instituição tem por norma não ser um serviço discriminatório em indicar profissionais específicos.

A melhor solução me parece pedir ajuda a algum psicólogo conhecido de confiança que poderia fazer uma indicação com melhor conhecimento de causa e maior segurança.

QUANTO SE DEVE ESPERAR PARA O SEU CUSTO?

Geralmente os foros possuem profissionais capacitados para realizar tais perícias, sem ônus às partes (os genitores).

Quando as partes têm condições financeiras, eles poderiam chamar alguém de sua confiança e sugerir que este profissional trabalhe com a família, arcando cada um com metade de seus honorários.

Se tal profissional é sugerido ao juiz para que este o aponte como o perito da causa seria o perito independente de confiança das partes indicado pelo Juízo.

Fonte:  Guarda dos Filhos – Perguntas & Respostas. ADVOGADO CERTO. Disponível em: advogadocerto.com