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Humor: Advogado e o Cliente burro

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O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM…

Advogar exige raciocínio rápido e inteligência.

Durante um julgamento, o quadro era o seguinte: 

a) O réu, acusado de homicídio; 
b) O Júri, com uma lista de malfeitos do réu; 
c) O Advogado, que tinha, como único apoio para a defesa de seu cliente, o fato de que o cadáver ainda não tinha sido encontrado.

E o Advogado agarrou-se a esta única esperança de livrar o seu Cliente da condenação. 

De maneiras que ele falou aos Jurados:

— Minhas Senhoras, e meus Senhores, eu deixei por último uma surpresa para vocês. Com a mesma certeza que eu tenho da inocência de meu Cliente, eu lhes digo: Dentro de um minuto o homem que se presume ter sido morto por meu Cliente vai entrar bem vivo por aquela porta deste Tribunal.

Todos os Jurados olharam para a porta de entrada do tribunal, e assim permaneceram durante um minuto. 

Contudo extinguiu-se o tempo proposto pelo advogado, e por ali ninguém entrou, quanto mais a esperada vítima do réu em julgamento. 

Então o advogado, com ar de vitorioso, disse aos Jurados:

— Bom, eu lhes disse que a vítima entraria por esta porta, e por um minuto todos os Senhores e as Senhoras permaneceram olhando para a porta.

Isto indica que existe uma grande dúvida se existiu mesmo um homicídio. Por isso eu peço-lhes que considerem como inocente este meu Cliente.

Os Jurados retiraram-se para a sua decisão. Passados alguns minutos, foi dada a decisão final: O réu foi considerado culpado. O Advogado, surpreso com a decisão do Júri, disse:

— Senhores e as Senhoras, essa eu não consegui entender. Todo o Júri estava na dúvida quanto a ter acontecido um homicídio. A prova do que lhes estou dizendo é que todos olharam para a porta do Tribunal, aguardando a entrada da suposta vítima! Então o que fez com que os Senhores e as Senhoras entendessem como culpado o meu Cliente?

Foi quando o Juiz lhe disse:

— Realmente todos nós estávamos na dúvida, e todo o Júri olhou para a porta. Mas em um dado momento eu olhei para o seu Cliente, e aí… Bom, e aí eu percebi que o seu Cliente se condenou a si mesmo, pois ele foi o único que não olhou para a porta…

Moral da Historia 

Não adianta um advogado inteligente e um cliente burro.

Fonte: Autoria desconhecemos recebemos via WhatsApp


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A herança e a pontuação

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Um homem rico agonizava em seu leito de morte. Pressentindo que o fim estava próximo, pediu papel e caneta e escreveu:

Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do advogado nada dou aos pobres.

Mas morreu antes de fazer a pontuação. Para quem o falecido deixou a sua fortuna? Eram quatro concorrentes:

1. O sobrinho fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do advogado. Nada dou aos pobres.

2. A irmã chegou em seguida e pontuou assim:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do advogado. Nada dou aos pobres.

3. Aí chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do advogado? Nada! Dou aos pobres.

3. O advogado pediu cópia do original e puxou a brasa pra sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do advogado. Nada dou aos pobres.

Moral da história:

A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras concurseiro. Nós é que fazemos a pontuação. E isso faz toda a diferença concurseiro.

Fonte: Autoria desconhecemos


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Internet, Redes Sociais e Direito Autorais

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A internet e as redes sociais estão cada vez mais presentes em nossa vida e obviamente se tornaram ferramentas indispensáveis para nós e também para os escritórios advocacios que querem inovar na comunicação e no relacionamento com clientes.

Assim como a internet, os escritórios advocacios e empresas já descobriram o poder das redes sociais e a força de campanhas publicitárias nesse meio. Entretanto, é preciso conhecer o código de ética da advocacia, bem como as regras das principais redes sociais, sendo comum o surgimento de dúvidas a respeito como:

O que está na internet, como fotos e textos, pode ser utilizado livremente? O que é domínio público? A imagem de pessoas vivas e falecidas pode ser usada sem restrições? É preciso autorização para uso de imagem para veiculação em sites, redes sociais e You Tube? Podem ser citadas marcas de terceiros? Como proteger as criações publicitárias na internet? Que cuidado devemos tomar para formar um blog?

Internet é um meio de mídia e comunicação rápido como também é um grande arquivo de conteúdo.  O que se divulga pela internet, entretanto, não é, necessariamente, de uso liberado para qualquer finalidade. Não é de domínio público, a não ser casos excepcionais.

Os atos praticados através da rede estão sujeitos às normas já vigentes em nosso país como na Constituição Federal de 88, o Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor, Direito autoral e o Código Penal e para os advogados tem necessariamente observar o código de ética.

O uso de imagens, nomes, vozes, dependem de prévia autorização de seus titulares. São essencial que as regras sejam conhecidas e que sejam tomados os devidos cuidados, pois o conteúdo, depois de divulgado, perpetua-se na internet. 

Fonte: Hemerson Gomes Couto, publicado originalmente em 27 de abril de 2013. Em: Artigos – Opiniões – Entrevistas no site www.hgcoutoconsultoria.com.br/direito-em-foco/internet-redes-sociais-e-direito-autorais.


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Sobral Pinto o maior Advogado do Brasil

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Um dos mais memoráveis nomes da história jurídica brasileira,Heráclito Fontoura Sobral Pinto o “Dom Quixote das cartas de protesto”, o “Compêndio cívico de carne e osso”, o “Guardião da democracia”, nasceu em 05 de novembro de 1893, na cidade de Barbacena estado de Minas Gerais. Filho de um casal pobre, Priamo Cavalcanti Sobral Pinto e Idalina Fontoura Sobral Pinto, quando tinha 3 anos de idade a família mudou-se para Porto Novo do Cunha, na divisa de Minas com o Rio de Janeiro.

Sobral PintoPassou a adolescência em Nova Friburgo (RJ), onde estudou no Colégio Anchieta, coordenado por padres jesuítas. Foi aí que modelou a religiosidade que o acompanhou por toda a vida. Presidiu o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e exerceu vários mandatos como membro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) representando, alternadamente, os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Agraciado com a Medalha Rui Barbosa no dia 5 de novembro de 1971, na gestão de José Cavalcanti Neves.

Sobral Pinto adquiriu as primeiras noções de justiça discutindo política com o pai. Formou-se em Direito em 1917 na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro (Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ), onde deu início a sua luta em defesa das liberdades. Foi um dos fundadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde lecionou Direito Penal até 1963, além de lecionar Filosofia na Faculdade Nacional de Filosofia.

Sobral Pinto não era um Advogado, ele era O ADVOGADO! Assim como Rui Barbosa se consagrou defendendo os oprimidos e até os adversários, Sobral Pinto foi um jurista defensor dos direitos humanos, nos dois períodos de exceção por que passou o Brasil: a DITADURA DO ESTADO NOVO, com Getúlio Vargas (1937/1945) e na DITADURA MILITAR, com o Regime Militar (1964/1985).

O ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda, que se tornou amigo e admirador de Sobral Pinto não esperava, um dia, ser defendido por ele. Lacerda que pertencia à turma dos jovens boêmios da famosa “Taberna da Glória”, composta por ele, por Mário de Andrade, Rubem Braga, Vinícius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Dorival Caymmi, já atuara, como estudante de direito, auxiliando o grande criminalista Evandro Lins e Silva.

E, em 1935, Lacerda foi designado por Luiz Carlos Prestes para ser o orador do “Manifesto Comunista”, como a jovem presença da militância comunista. Mas não sabia Lacerda que viria a ser defendido por Sobral Pinto, como governador da Guanabara e, ao mesmo tempo, Sobral Pinto defendia também Miguel Arraes, governador de Pernambuco. Duas posições políticas completamente divergentes.

O jurista Sobral Pinto era assim. Não importava a ideologia de seu cliente, o que importava é se lhe assistia o Direito e se sua causa era justa. Com este pensamento durante o governo Vargas, embora adversário do Partido Comunista e católico praticante, atuou como advogado de dois de seus líderes, Luís Carlos Prestes e Harry Berger, que considerou privados do direito de defesa. É de sua autoria o famoso habeas corpus no qual evocou a Lei de Proteção aos Animais na tentativa de coibir os maus tratos sofridos pelos presos políticos no cárcere.

Com esse mesmo pensamento, defendeu Luiz Carlos Prestes e conseguiu, depois de muita luta e insistência junto aos militares, obter de Prestes o reconhecimento de sua filha com Olga Benário e, em seguida, enviar para a Alemanha, onde a mãe de Olga, com esse documento, pode conseguir a guarda de Anita que acabara de nascer.

Defendeu a posse de Juscelino Kubistchek na Presidência da República e, ao depois, Juscelino o convida para ser Ministro do Supremo Tribunal Federal. Porém Sobral não aceita com argumentação que era impedido pela ética por lhe ter o defendido na posse da presidência.

Em 1964 Sobral Pinto foi o primeiro a chamar o regime militar de DITADURA. Com a decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), defende gratuitamente os presos políticos. 

Defensor da democracia como poucos, Sobral Pinto, embora com idade avançada, participou ativamente nos anos 80 do movimento pelas “Diretas Já”, que iria restabelecer a democracia no nosso País.  

Obras de Sobral Pinto Lições de Liberdade (1977) e Teologia da Libertação: Materialismo Marxista na Teologia Espiritualista (1984), entre outros.

Uma Lição de Direito e Democracia

Vejam que lição de Justiça e de Democracia. Na citação dada na coluna do Blog do Augusto Nunes, pode-se ver o que foi SOBRAL PINTO e que ele não era realmente um Advogado, mas O ADVOGADO!

É uma lição:

O advogado Heráclito Fontoura Sobral Pinto e o poeta Augusto Frederico Schmidt eram amigos de muitos anos quando conversaram por telefone em 16 de outubro de 1944. Schmidt, além de versos, sabia também fazer dinheiro como editor, intermediário de transações financeiras e ocupante de cargos públicos. (Seria ele o poeta federal que tira ouro do nariz no poema de Carlos Drummond de Andrade). Naquele outubro, quem ligou foi o empresário Schmidt, para pedir ao jurista que reservasse todo o dia 20 a um só compromisso: examinar a vasta documentação que lhe permitiria representá-lo numa causa de natureza trabalhista.

Sobral Pinto informou que, antes de aceitar a proposta, teria de verificar se o candidato à cliente tinha razão. Advogado não é juiz, replicou Schmidt. Ouviu outra vez que o convite só seria aceito depois do exame eliminatório. Como tudo teria de ser feito até o dia 21, Sobral Pinto sugeriu que Schmidt contratasse outro advogado. A conversa não deve ter terminado bem, atesta a carta remetida pelo jurista na manhã seguinte. Roberto Sobral Pinto Ribeiro, neto da figura admirável, enviou-me cópia da carta. É uma luminosa aula de Direito. E uma lição de vida irretocável.

O primeiro e mais fundamental dever do advogado é ser o juiz inicial da causa que lhe levam para patrocinar”, ensina um dos trechos. “Incumbe-lhe, antes de tudo, examinar minuciosamente a hipótese para ver se ela é realmente defensável em face dos preceitos da justiça. Só depois de que eu me convenço de que a justiça está com a parte que me procura é que me ponho à sua disposição”. A regra vale também para velhos amigos: “Não seria a primeira vez que, procurado por um amigo para patrocinar a causa que me trazia, tive de dizer-lhe que a justiça não estava do seu lado, pelo que não me era lícito defender seus interesses”.

Outros trechos ensinam a proteger os códigos éticos da profissão de socos e pontapés hoje desferidos tão rotineiramente: “A advocacia não se destina à defesa de quaisquer interesses. Não basta a amizade ou honorários de vulto para que um advogado se sinta justificado diante de sua consciência pelo patrocínio de uma causa. (…) O advogado não é, assim, um técnico às ordens desta ou daquela pessoa que se dispõe a comparecer à Justiça. (…) O advogado é, necessariamente, uma consciência escrupulosa ao serviço tão só dos interesses da justiça, incumbindo-lhe, por isto, aconselhar àquelas partes que o procuram a que não discutam aqueles casos nos quais não lhes assiste nenhuma razão”.

A aula termina com palavras que deveriam ser reproduzidas em bronze nos pórticos e auditórios das faculdades de Direito:  “É indispensável que os clientes procurem o advogado de suas preferências como um homem de bem a quem se vai pedir conselho. (…) Orientada neste sentido, a advocacia é, nos países moralizados, um elemento de ordem e um dos mais eficientes instrumentos de realização do bem comum da sociedade”.

Pelo que andam fazendo nestes tempos tristonhos, poucos advogados sabem disso. Muitos dirão que isso é utopia! NÃO, ISSO É ÉTICA E CONSCIÊNCIA JURÍDICA E CÍVICA!

Sobral foi Humanista exemplar ganhou notoriedade como advogado engajado nas lutas contra as injustiças políticas e sociais de seu tempo. Ele assinou manifestos contra regimes ditatoriais, sofreu perseguições e, sempre fiel aos princípios democráticos mantendo, também, grande independência de pensamento e de ação.

Em 1983, depois de alguns anos afastados do trabalho, voltou ao tribunal do júri para defender um vizinho em um caso simples de tentativa de homicídio. Estava ele com 90 anos de idade. Sua presença no tribunal lotou o auditório. Ganhou a causa e o acusado foi absolvido.

Heráclito Fontoura Sobral Pinto faleceu no dia 30 de janeiro de 1991 numa manhã de sábado, em casa, no bairro carioca de Laranjeiras. Aos 98 anos de idade.

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Referências

Delmanto. Sobral Pinto: O Advogado! Blog do Delmanto. Disponível em: <blogdodelmanto.blogspot.com.br/2011/11/sobral-pinto-o-advogado.html>

Augusto Nunes. A falta que faz um Sobral Pinto. Coluna de Augusto Nunes. Publicado em 22 de maio de 2009 em Direto ao Ponto. Disponível em <http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/a-falta-que-faz-um-sobral-pinto>

Morre, o defensor dos direitos do homem. Jornal do Brasil.Disponível em: < www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=28756>

Heráclito Fontoura Sobral Pinto. Medalha Rui Barbosa. Centro Cultural Evandro Lins e Silva <www.oab.org.br/centrocultural/agraciadosmedalhasobralpinto.asp>

Fonte: Hemerson Gomes Couto. Bacharel em Direito pela Faculdade Integrada de Cacoal – UNESC, especialista em direito da criança e do adolescente, Escritor, Blogueiro.  publicado originalmente em 26 de agosto de 2013 no site <http://www.hgcoutoconsultoria.com.br/direito-em-foco/maior-advogado-do-brasil>. 


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Thomaz Bastos o bico doce da advocacia criminal

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MÁRCIO THOMAZ BASTOS, filho do médico Jose Diogo Basto e de Salma, descendente de libaneses, nasceu em, 30 de julho de 1935 na cidade de Cruzeiro – São Paulo, passou toda sua infância e juventude até a conclusão no ensino médio na então Escola Normal. Deixou a cidade para estudar na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde se formou em 1958. Foi um advogado criminalista brasileiro. Foi ministro da Justiça do Brasil durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e durante três meses do segundo mandato.

Era chamado de “God”por advogados amigos. Nos anos 70, atuando em júris, tinha o apelido de “Menino Jesus”. Entre familiares, era o “Grilo Seco”. Um amigo de Cruzeiro (SP), sua terra natal, referia-se a Thomaz Bastos como “Bico Doce”.

Formação e carreira

Formado em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (tradicional Largo de São Francisco) na turma de 1958, era casado com Maria Leonor de Castro Bastos.

Participou de seu primeiro júri em 1957, ainda na condição de solicitador acadêmico. Entre defesas e acusações, ao longo deste tempo, trabalhou em quase 1000 julgamentos perante o Tribunal do Júri, quase sempre defendendo gratuitamente acusados que não tinham condições de arcar com honorários advocatícios.

Aos 29 anos, Bastos foi eleito vereador pelo PSP (Partido Social Progressista) de sua cidade natal e atuou na Câmara entre os anos de 1964 a 1969. Durante esse período, presidiu a Comissão Permanente de Justiça e Redação da Câmara Municipal.

Encerrado seu mandato, transferiu-se para São Paulo, onde atuou como chefe de gabinete da Secretaria de Estado dos Negócios do Interior de 1966 a 1967. Também na capital do estado presidiu a Banca de Direito Penal do Exame da Ordem da OAB/SP e participou ativamente da campanha das Diretas Já.

Foi presidente da Seccional da OAB do Estado de São Paulo, gestão de 1983 até 1985, com participação no movimento pelas Diretas Já, e do Conselho Federal da OAB, de 1987 até 1989, período da Constituinte.

Em 1990, após a eleição de Fernando Collor, integrou o governo paralelo instituído pelo Partido dos Trabalhadores como encarregado do setor de Justiça e Segurança. Em 1992, juntamente com o jurista Evandro Lins e Silva, participou da redação da petição que resultou no impeachment do presidente da República.

Em 1996, defendeu uma campanha informativa, encampada pela OAB, para incentivar o voto consciente dos eleitores. A campanha visava ainda cobrar dos candidatos às eleições a divulgação dos financiadores de suas campanhas para que o público soubesse quem estava por trás de cada um deles.

Foi fundador, juntamente com Severo Gomes, Jair Meneghelli e dom Luciano Mendes de Almeida, do movimento “Ação pela Cidadania“. Recentemente, ao lado de profissionais liberais como o criminalista Arnaldo Malheiros Filho, fundou o IDDD – Instituto de Defesa do Direito de Defesa.

Thomas Bastos foi o responsável pelas indicações para o STF feitas no Governo Lula, das quais resultaram a atual composição Supremo Tribunal Federal.

Advogado exclusivamente de direito criminal, Márcio Thomaz Bastos atuou ao lado do Eliseu Buchmeier na acusação dos assassinos de Chico Mendes.

Foi fundador e chefe de um dos mais respeitados escritórios de advocacia criminal do país, no qual atuou até 2003, quando tornou-se ministro da Justiça, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Teve como sócios, até assumir a pasta ministerial, os advogados Sônia Cochrane Ráo, Dora Cavalcanti Cordani e Luiz Fernando Pacheco.

Em seu escritório, com sede em São Paulo, liderou a equipe de defesa do médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão, como também à defesa dos estudantes que, durante um trote, afogaram Edison Tsung Chi Hsueh, estudante de medicina encontrado morto em uma piscina da USP em 1999, e dos estudantes que matarão um chefe – índio da aldeia pataxó em Brasília, que causou forte comoção nacional em 1997, em ambos os casos, os estudantes foram sentenciados e encontram-se em liberdade vigiada.

Em 2012, figurou como um dos advogados responsáveis pela defesa do estudante Thor Batista, filho do empresário Eike Batista acusado de causar a morte de um ciclista na BR-040 por excesso de velocidade.

Seu escritório advocacia aceitou a defesa do empresário Carlinhos Cachoeira, em crime de Colarinho Branco, esse de conotação diferente das dos outros, crimes considerados comuns, pois tem forte conotação política, devido ao novo paradigma do Código Penal.

Manteve várias ideias polêmicas, como a liberação da maconha e demais entorpecentes, controle externo do judiciário e ampliação das penas alternativas.

Foi advogado de Carlos Augusto de Almeida Ramos (Carlinhos Cachoeira) Bicheiro que segundo Policia Federal é uma das pessoas suspeitas de formação de quadrilha e corrupção com membros infiltrados em várias áreas do governo.

Thomas Bastos foi o articulador da Reforma do Judiciário que trouxe avanços para o poder e deu maior transparência às decisões da Justiça. Também foi o criador do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que tem atribuição de fiscalizar o judiciário brasileiro. 

Frases marcante Thomas Bastos

 “Advoguei para o inimigo público”

“É um direito de todo ser humano de furtar-se a prisão e aspirar a liberdade”.

“É um desrespeito aos direitos humanos.”

“É um julgamento de bala de prata, feito uma vez só.”

“A grande imprensa tomou um pouco de partido nessa questão do mensalão. Ela elevou a um ponto simbólico muito forte esse mensalão que vai ser julgado (PT), deixando de lado os outros mensalões (PSDB de Minas e do DEM de Brasília). “

“Jogar uma galinha na prefeita foi uma ofensa. É como se um homem estivesse falando e jogassem um veado.”

“Em 42 anos como advogado de defesa nunca tive seguranças. Agora estou sob proteção da Polícia Federal, sei que sou um alvo em potencial, embora espere que nada aconteça”

“Me sinto absolutamente confortável.”

“Dinheiro de caixa dois não é dinheiro bom, não deve ser usado. É preciso guardar o caixa dois só para os bandidos.”

“A greve é um direito, não é um delito.”

Advocacia Criminalista brasileira de luto pela perda de Márcio Thomaz Bastos

Márcio Thomas Bastos faleceu em 20 de novembro de 2014, em decorrência de problemas pulmonares. 

Referência Bibliográficas

Cruzeiro, cidade natal de Márcio Thomaz Bastos, decreta luto de 3 dias. Disponível em:  G1 Vale do Paraíba e Região

Grandes operadores do Direito: Marcio Thomaz Bastos disponível em:  direitoms.com.br.

Ex-ministro Márcio Thomaz Bastos morre aos 79 anos em São Paulo disponível em:  Folha de São Paulo

Fonte: Hemerson Gomes Couto. Bacharel em Direito pela Faculdade Integrada de Cacoal – UNESC, especialista em direito da criança e do adolescente, Escritor, Blogueiro. Personalidades Jurídicas: Márcio Thomaz Bastos publicado originalmente em 22 de novembro de 2014 no site <www.hgcoutoconsultoria.com.br/personalidades-jurídicas-márcio-thomaz-bastos>.  


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I, Robot: Viki já venceu 160.000 apelações contra multas de trânsito

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I, Robot (no Brasil, Eu, Robô) um filme futurista americano de ficção científica lançado em 2004 pela 20th Century Fox. “Eu, Robô” é baseado em uma história de Isaac Asimov, mais precisamente, nas famosas três Leis da Robótica criadas pelo escritor. Nos contos da série, Asimov brincava com as diferentes implicações da lógica das leis, criando situações absurdas e perigosas para os humanos envolvendo os robôs.

A história se passa no ano de 2035, onde robôs existem para servir os humanos, o Detetive Del Spooner (Will Smith) é chamado para investigar a morte de seu velho amigo, o Dr. Alfred Lanning (James Cromwell), um funcionário da empresa US Robotics, comandada por Lawrence Robertson (Bruce Greenwood), que está prestes a colocar o modelo NS-5 no mercado.

A historia ganhou realidade nessa ultima semana do mês de junho de 2016 foi amplamente divulgado a mais nova tecnologia o chatbot que já conseguiu vencer 160 mil contestações relacionadas a multas de trânsito em Londres e Nova York dentro do período de 21 meses.

Joshua Browder, o estudante (19) responsável pelo DoNotPay, teve a ideia por ter levado 30 multas do tipo nos arredores de Londres quando tinha 18 anos. Como o processo de contestação é burocrático e consiste basicamente em preencher formulários, o uso da inteligência artificial cai perfeitamente, porque tudo o que o robô precisa fazer é perguntar coisas como se havia sinais claros de estacionamento e depois guiar o reclamante pelo sistema oficial. 

É o DoNotPay, que ganhou o apelido de “primeiro robô advogado do mundo” por auxiliar motoristas que se sentem injustiçados por levar multas de estacionamento proibido. Desde seu lançamento, o sistema já analisou 250 mil casos, tendo obtido uma taxa de sucesso de 64%. 

De acordo com o VentureBeat, Browder pensa em expandir o DoNotPay para Seatle e já começou a desenvolver sistemas semelhantes para ajudar pacientes com HIV a entender seus direitos e para auxiliar passageiros cujos voos atrasaram mais de quatro horas a pedir compensações. Em outra frente, ele trabalha em um bot que ajuda refugiados a pedir asilo.

Eu acho que existe uma mina de ouro de oportunidades, porque tantos serviços e informações poderiam ser automatizados usando IA e bots são perfeitos para isso. E é desapontador neste momento que eles têm sido usados principalmente para transações comerciais e para pedir flores e pizzas”, diz ele.

O filme de Alex Proyas, estrelado por Will Smith, trata-se da adaptação do livro “Eu, Robô”, de Isaac Asimov. Uma obra de ficção cientifica que vem se tornando realidade através do DoNotPay o robô-advogado. Será que esse Robô por ser advogado se tornará VIKI e vai criar a revolução das máquinas. Será que devemos ficar realmente contentes por haver uma busca constante por novos conhecimentos, afinal, o objetivo da tecnologia é facilitar e melhorar nossas vidas (ainda que às vezes pareçamos escravos dela) e avanços são sempre bem-vindos.

Fonte: Com informação Olhar Digital


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Dr Ninja do Tribunal do Júri 1º mortal em plenário

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Um vídeo que esta circulando nas redes sociais desde a ultima  quinta-feira, 16,  um Advogado paranaense dando um salto mortal em pleno tribunal do juri. Uma manobra arriscada e inusitada.  Após o mortal, o advogado questiona: “se isso aqui fosse um crime, e meu sócio não soubesse, ele teria que ser punido por isso? Se fui eu que fiz?”. Ele defendia uma mulher acusada de homicídio por acompanhar um homem, também acusado de homicídio. 

A um jornal local, o advogado afirmou que sua manobra acabou despertando a inveja de alguns advogados, que o agrediram e até incendiaram seu fusca.  O caso gerou uma grande repercussão e o advogado passou a ser conhecido como “doutor Ninja”.

Veja o vídeo do salto e logo abaixo.

Cada advogado tem sua estratégia no plenário do Juri e essa realmente essa foi genial.

Fonte: Recebido o vídeo via WhatsApp


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Tabela Para Serviços Especiais

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Muitos estudantes de direito sonham com a advocacia. Direito não é um curso fácil, pois abrange várias áreas. A maioria dos estudantes se entregam aos livros, se apaixonam pelas doutrinas e jurisprudências durante os cinco anos da faculdade, ao encarar a prática jurídica do lado de fora da faculdade percebem que há muito ainda o que aprender. A batalha do advogado não é tão fácil como vemos nos filmes hollywoodianos, requer muito estudo, esforço e dedicação. Por mais difícil que seja, nunca deixe que a sua vontade de exercer a advocacia seja adormecida. Muitos obstáculos surgem durante esta caminhada, VALORIZE-SE NOBRE COLEGA. A vitória chegará, basta acreditar. Enquanto isso encare a profissão de advogado com estilo e com bom humor.

Falando em bom humor veja abaixo uma Tabela Para Serviços Especiais:

valorize

TABELA PARA SERVIÇOS ESPECIAIS

SÓ UMA OLHADINHA NO PROCESSO…………………………………………. R$100,00

SÓ VER O QUE ESTÁ ACONTECENDO …………………………………………. R$150,00

BESTEIRINHA ………………………………………………………………………….. R$200,00

QUEBRA – GALHO ……………………………………………………………………. R$250,00

SÓ UMA IDA NO FÓRUM ………………………………………………………….. R$300,00

VER COMO FICA ………………………………………………………………………. R$350,00

MUDAR SÓ ISSO ……………………………………………………………………… R$400,00

COISA RÁPIDA ………………………………………………………………………….. R$450,00

É UMA BOBEIRINHA …………………………………………………………………. R$500,00

DR JÁ SEI O QUE É …………………………………………………………………….. R$550,00

NÃO LEVA 5 MINUTOS ……………………………………………………………… R$600,00

NA CORTESIA DR ……………………………………………………………………….R$650,00

CONSULTA POR TELEFONE ………………………………………………………. R$700,00

SÓ UMA AUDIÊNCIA …………………………………………………………………. R$750,00

DR OUTRO ADVOGADO É MAIS BARATO ………………………………… R$1.550,00

COM VADE MECUM EU FALARIA COM JUIZ ……………………………. R$3.550,00

CONSERTA A CAGADA DO OUTRO QUE FEZ BARATO ………………. R$5.550,00

DR, MAS PARA MIM QUANTO É …………………………………………….. R$10.050,00

CLIENTE, VALORIZE SEU ADVOGADO.

ADVOGADO, VALORIZE-SE. NINGUÉM É MELHOR DO QUE VOCÊ PARA SABER O VALOR DE SEU SERVIÇO.


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O advogado pode acompanhar um notificado pelo Conselho Tutelar?

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O advogado pode acompanhar um notificado pelo Conselho Tutelar?

O Advogado não pode ser impedido de acompanhar seu cliente nem mesmo perante a autoridade policial, Ministério Público, Poder Judiciário ou Conselho Tutelar. Caso o Advogado seja impedido pelo Conselheiro (a) Tutelar de acompanhar cliente que lhe conferiu instrumento de mandato no Conselho Tutelar violar o direito insculpido no art. 7º, I e VI, “d”, da Lei Federal nº 8.906/94.

Art. 7º São direitos do advogado:

I – exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional;

VI – ingressar livremente:

d) em qualquer assembléia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, ou perante a qual este deva comparecer, desde que munido de poderes especiais;

Lembre-se: 

Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. (Constituição Federal – 1988)

Art. 2º O advogado é indispensável à administração da justiça ( Lei Federal nº 8.906/94).


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Morre Armando Reigota uma das maiores personalidades jurídicas de Rondônia

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Morreu uma das maiores personalidades jurídica do Estado de Rondônia o advogado Armando Reigota Ferreira. Ele faleceu às 22 horas nesta véspera de Natal, faltando poucas horas para completar 78 anos de idade vítima de falência múltipla dos órgãos após uma luta contra as complicações de um AVC ocorrido em agosto deste ano.

Reigota deixa esposa, também advogada Dra. Alice Barbosa Reigota e três filhos Armando Reigota Ferreira Filho, hoje procurador do município de Ji-Paraná, Alice Reigota, que coordena o escritório de advocacia da família e Ana Paula, promotora de Justiça em Araguaína, Tocantins, além de seis netos.

Armando Reigota nasceu em 25 de dezembro de 1937, na cidade de Álvares Machado, cidade vizinha de Presidente Prudente, São Paulo,  ele formou-se em Direito, pela PUC de São Paulo e chegou a Ji-Paraná em 1981.

Entre os processos mais famosos que advogou, está o processo de nº 5929/89 referente ao julgamento dos matadores do ambientalista Chico Mendes – Darci e Darli Alves, que atraiu interesse da mídia mundial.

Reigota foi professor de Direito na Ulbra durante alguns anos. Ele advogou em seu escritório ao qual reunia os advogados da família até meados desde ano antes de sofre o AVC isquêmico.

Armando Reigota Ferreira titular da carteira da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional São Paulo de nº 14.963 e da suplementar da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rondônia nº 122-A e também da  suplementar Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Paraná de nº 05169.

Referencia Bibliografica:

Coluna do Gutierrez – Folha de Rondônia 

Nota de Pesar – OAB-RO


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