Justiça que tarda… Um dia prescreve

Tags:

Caso de hoje ocorreu em 28 de março de 2005 em de Lisboa (capital portuguesa). Dois homens entram em luta corporal após uma boba discussão no trânsito. Gonçalo leva uns socos a mais na frente da namorada. Decide não deixar barato. Vai até seu carro, pega um revólver calibre 32 e atinge com três tiros nas costas Nélio Marques, 25 anos, que morre quatro horas depois num Hospital da capital portuguesa. 

O autor dos disparos é preso no  local do crime, mas logo é solto.  Passou seis meses sem poder sair de casa com uma pulseira eletrônica. Em abril de 2010 foi condenado a 12 anos de prisão por homicídio simples, longe da pena máxima de 25 anos.

Após o julgamento, um parecer de um professor de medicina, põe em cheque os fundamentos da sentença. Afirma que a morte decorreu de uma parada cardíaca ocorrida durante a intervenção cirúrgica, supostamente feita tarde demais em Nélio.

Durante o julgamento, os juízes recusaram ouvir os médicos do hospital onde Nélio foi buscar socorro. Interrogaram apenas os técnicos legistas do IML que fizeram a autópsia e atribuíram a morte a um choque hipovolêmico (perda de sangue) provocado pelos disparos.

A defesa de Gonçalo recorreu e o Tribunal deu-lhe razão: o julgamento tem ser retomado, o acórdão refeito e os médicos do Hospital deverão ser ouvidos.

Realizou-se novo julgamento em 2012 e os peritos médicos foram unânimes em afirmar que a morte de Nélio Marques, por paragem cardíaca, resultou da impossibilidade de estancar as hemorragias causadas pelos diversos ferimentos de bala, que lhe perfuraram os pulmões e outras partes do corpo.

Gonçalo foi condenado novamente a 12 anos de cadeia, ou seja, a mesma pena que havia sido aplicada antes da repetição do julgamento ordenada pelo Tribunal da Relação de Lisboa. Como acontece por aqui, ainda falta muito chão para Gonçalo recolher-se ao cárcere. Para mais informações sobre o fato: clique aqui.

Fonte: Com Informação do diariodeumjuiz.com.br

About Redação da Revista JusRO

Revista Jurídica JusRO proporcionando desde 2008 um espaço dinâmico para a divulgação de noticias jurídicas, artigos jurídicos, trabalhos acadêmicos, roteiros de aulas. Torne-se um seguidor, contribua e participe você também!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *