Category Archives: Reflita

A Fabula do Porco-Espinho

Published by:

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.

Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados. Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.

Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causa, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram.

Moral da História: O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Colossenses 3: 12-14

Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! Salmos 133:1

“para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.” 1º Coríntios 12: 25

Fonte: Boletim Dominical nº 558, ano XI de 22/01/2012 da Igreja Presbiteriana de Cacoal


Envie sua Sugestão de pauta, denúncia, fotos, videos, piadas, contos, historias e artigos para o WhatsApp: + 55 (69) 99987-6863. Não se esqueça de se identificar.


Conheçam, Acompanhem, CURTAM: JusRO 

Amigo (a) você é Feliz?

Published by:

Durante um seminário para casais, perguntaram à esposa:

“Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?”

Neste momento,  o marido levantou seu pescoço, demonstrando segurança. Ele sabia que sua  esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o  casamento.

Todavia, sua esposa lhe respondeu com um “Não”, bem redondo… “Não, não me  faz feliz”.

Neste momento, o marido já procurava a porta de saída mais próxima. “Não me  “faz” feliz… Eu sou feliz”.

“O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele e sim de mim.” continuou dizendo:

“Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade.”

Eu determino ser  feliz em cada situação e em cada momento da minha vida; pois se a minha  felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância, sobre a face  da terra, eu estaria com sérios problemas.

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente… O ser humano, as  riquezas, meu corpo, o clima, meu chefe, os prazeres, etc.

“A felicidade está centrada em mim”.

Há pessoas que dizem: “Hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque  não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou,  porque alguém deixou de me amar, porque alguém não soube me dar valor…”

SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não  tenha dinheiro, mesmo que alguém tenha lhe machucado, mesmo que alguém não  lhe ame ou não lhe dê o devido valor.

Termino esse texto deixando uma outra pergunta:

Vocês não acham muita responsabilidade deixar a nossa “FELICIDADE” nas mãos  de outras pessoas?

Fonte: Autoria desconhecida – Recebemos via whatsapp


Envie sua Sugestão de pauta, denúncia, fotos, videos, piadas, contos, historias e artigos para o WhatsApp: + 55 (69) 99987-6863. Não se esqueça de se identificar.


Conheçam, Acompanhem, CURTAM: JusRO 

O grande Concerto e o Cuidado de Deus

Published by:

Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, uma mãe levou seu pequeno filho a um concerto no teatro municipal. Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na plateia e foi até ela para saudá-la. Aproveitando a oportunidade para explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e eventualmente suas explorações o levaram a uma porta onde estava escrito “PROIBIDA A ENTRADA”.

Quando as luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá. De repente, as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no centro do palco. Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao teclado, inocentemente catando as notas de “Cai, cai, balão”.

Naquele momento, o grande mestre de piano fez sua entrada, foi ao piano, e sussurrou no ouvido do menino, “Não pare, continue tocando”. Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do baixo.  Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia. Juntos, o velho mestre e o jovem noviço transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa. O público estava perplexo.

É assim que as coisas são com Deus. O que podemos conseguir por conta própria mal vale mencionar. Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente como uma música graciosamente fluida. Mas, com as mãos do Mestre, as obras de nossas vidas verdadeiramente podem ser lindas.

Na próxima vez que você se determinar a realizar grandes feitos, ouça atentamente. Você pode ouvir a voz do Mestre, sussurrando em seu ouvido, “Não pare, continue tocando”. Sinta seus braços amorosos ao seu redor.

Saiba que suas fortes mãos estão tocando o concerto de sua vida. Lembre-se, Deus não chama aqueles que são equipados. Ele equipa aqueles que são chamados. E Ele sempre estará lá para amar e guiar você a grandes coisas.

Autor: autoria desconhecida Recebemos via WhatsApp


Envie sua Sugestão de pauta, denúncia, fotos, videos,  contos, historias e artigos para o WhatsApp: + 55 (69) 99987-6863. Não se esqueça de se identificar.


Conheçam, Acompanhem, CURTAM: JusRO 

João e Mário (dois irmãos)

Published by:

Eu sempre recebo muitos e-mails com aquelas “historinhas emocionantes” em Power-Point. Textos dramáticos com figuras melancólicas e uma musiquinha de fundo triste tentando nos comover. Certo dia recebi essa história como sempre deixe guardada para o momento certo compartilhar e hoje decidir que era o momento certo de compartilhar com você caro amigo leitor, pois trata de um assunto bem pertinente: motivação. Acho que vale a pena refletir na história de João e Mário (dois irmãos), pois embora seja apenas uma parábola, o Brasil está cheio de personagens como eles. E você caro leitor? Será um “João” ou um “Mário” na vida? Reflita um pouco. 

A História de João e Mário

João é um importante empresário. Mora em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.

Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário.

Num belo dia, João deu um longo beijo em sua amada e fez em silêncio a sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.

Após tomar café com a esposa e os filhos, João levou-os ao colégio e se dirigiu a uma de suas empresas. Chegando lá, cumprimentou com um sorriso os funcionários, inclusive Dona Tereza, a faxineira.

Tinha ele inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos da empresa, contatos com fornecedores e clientes, mas a primeira coisa que disse para sua secretária foi: “Calma, fazer uma coisa de cada vez, sem stress”.

Ao chegar a hora do almoço, ele foi para casa curtir a família. A tarde tomou conhecimento que o faturamento do mês superou os objetivos e mandou anunciar que todos os funcionários teriam gratificações salariais no mês seguinte.

Apesar da sua calma, ou talvez, por causa dela, conseguiu resolver tudo que estava agendado para aquele dia. Como já era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar e depois foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação para vencer na vida.

Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário. Como fazia em todas as sextas-feiras, Mário foi para o bar jogar sinuca e beber com amigos. Já chegou lá nervoso, pois estava desempregado.

 Um amigo seu tinha lhe oferecido uma vaga em sua oficina como auxiliar de mecânico, mas ele recusou, alegando não gostar do tipo de trabalho.

Mário não tem filhos e está também sem uma companheira, pois sua terceira mulher, partiu dias antes, dizendo que estava cansada de ser espancada e de viver com um inútil.

Ele estava morando de favor, num quarto imundo no porão de uma casa.

Naquele dia, Mário bebeu mais algumas, jogou, bebeu, jogou e bebeu até o dono do bar pedir para ele ir embora. Ele pediu para pendurar a sua conta, mas seu crédito havia acabado, então armou uma tremenda confusão… E o dono do bar o colocou para fora.

Sentado na calçada, Mário chorava pensando no que havia se tornado sua vida, quando seu único amigo, o mecânico, apareceu após levá-lo para casa e curando um pouco o porre, ele perguntou a Mário:

– “Diga-me por favor, o que fez com que você chegasse até o fundo do poço desta maneira?”

Mário então desabafou:

– A minha família… Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável.

Quando minha mãe morreu doente, por falta de condições, eu saí de casa, revoltado com a vida e com o mundo.

Tinha um irmão gêmeo, chamado João, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

Enquanto isso, na outra capital, João terminava sua palestra para estudantes. Já estava se despedindo quando um aluno ergueu o braço e lhe fez a seguinte pergunta:

– “Diga-me, por favor, o que fez com que o senhor chegasse até onde está hoje, um grande empresário e um grande ser humano?”

João emocionado, respondeu:

– “A minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável.

Quando minha mãe morreu, por falta de condições, eu saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família.

Tinha um irmão gêmeo, chamado Mário, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

Fonte: Autoria desconhecida

Moral da história:

Caro leitor o que aconteceu com você até exato momento não é o que vai definir o seu futuro, e sim a maneira como você vai reagir a tudo que aconteceu. Sua vida pode ser diferente, não se lamente pelo passado, construa você mesmo o seu futuro.


Envie sua Sugestão de pauta, denúncia, fotos, videos, piadas, contos, historias e artigos para o WhatsApp: + 55 (69) 99987-6863. Não se esqueça de se identificar.


Conheçam, Acompanhem, CURTAM: JusRO 

A Menina que sonhava ter os olhos azuis

Published by:

Hoje eu tenho uma história para você caro leitor (a) a história de Emy uma garotinha que desejava ter os olhos azuis. Emy era uma linda menina de 3 aninhos. Ela morava em algum lugar dos EUA, em frente ao mar. Sua família era cristã. Eles iam todos os domingos à igreja e realizavam o culto doméstico…

Emy era muito feliz! Ela amava sua família e admirava os olhos azuis de seu pai, da sua mãe e de seus irmãos… Todos na casa de Emy tinham olhos azuis… Todos… MENOS… Emy!!!

O sonho de Emy era ter olhos azuis como o mar… Ah! Como Emy desejava isso!!!!

OLHOS AZUISUm dia, na escola bíblica dominical, ouviu a “tia” dizer: “DEUS RESPONDE A TODAS AS ORAÇÕES!

Emy passou o dia todo pensando nisso…

À noite, na hora de dormir, ajoelhou ao lado da sua cama e orou:

“Papai do Céu, muito obrigada porque você criou o mar que é tão bonito! Muito obrigada pela minha família. Muito obrigada pela minha vida! Gosto muito de todas as coisas que você fez e faz! Mas… gostaria de pedir, por favor, quando eu acordar amanhã, quero ter olhos azuis como os da mamãe! Em nome de Jesus, amém”.

Ela teve fé. A fé pura e verdadeira de uma criança. E, ao acordar, no dia seguinte, correu para o espelho. Olhou… E qual era a cor de seus olhos?…

CONTINUAVAM CASTANHOS CARO LEITOR!!

amy_carmichael_with_children21Por que Deus não ouviu Emy?

Por que não atendeu ao seu pedido?

Isso teria fortalecido sua fé?

Bem… Naquele dia, Emy aprendeu que um NÃO também era resposta!

A menininha agradeceu a Deus do mesmo modo…, Mas… Não entendia… Só confiava.

Anos depois, Emy foi ser missionária na Índia.

Ela “comprava crianças para Deus” (as crianças eram vendidas por suas famílias – que passavam fome – para serem sacrificadas no templo, e Emy as “comprava” para libertá-las desse sacrifício). Mas, para poder entrar nos “templos” da Índia, sem ser reconhecida como estrangeira, precisou se disfarçar de indiana: passou pó de café na pele, cobriu os cabelos, vestiu-se como as mulheres do local e entrava livremente nos locais de venda de crianças.

Emy podia caminhar tranquila em todo “mercado infantil”, pois aparentava ser uma indiana.

Um dia, uma amiga missionária olhou para ela disfarçada e disse:

“Puxa Emy! Você já pensou como você faria para se disfarçar se tivesse olhos claros como os de todos da sua família? Que Deus inteligente nós servimos… Ele lhe deu olhos bem escuros, pois sabia que isso seria essencial para a missão que lhe confiaria depois!”.AMY_CARMICHAEL

Essa amiga não sabia o quanto Emy havia chorado na infância por não ter olhos azuis…, Mas Emy pôde, enfim, entender o porquê daquele
não de Deus há tantos anos! Bem… O que eu queria dizer com essa longa e bela história?

Apenas dizer que DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE TUDO!!!

Ele conhece cada lágrima que já rolou do canto dos seus olhos… Ele sabe que, talvez, você quisesse ”olhos de outra cor”… Ele ouve, sim, TODAS as orações…, Mas Ele as responde de modo sábio!

Concurseiro não precisa chorar se seus olhos continuam castanhos, ou se você ainda não foi atendida (o) como gostaria. DEUS TEM O CONTROLE DE TUDO!!! Amigo ou amiga que está lendo esta mensagem tenha sempre está certeza no seu coração!!!

Essa é a história verídica da menina que iria ter olhos azuis. A História de Emy ou Amy Carmichael. Ela é autora do texto que corre pela web como autor desconhecido.


Envie sua Sugestão de pauta, denúncia, fotos, videos, piadas, contos, historias e artigos para o WhatsApp: + 55 (69) 99987-6863. Não se esqueça de se identificar.


Conheçam, Acompanhem, CURTAM: JusRO 

Reflexão: O idiota quem eu?

Published by:

Conta-se que numa pequena cidade do interior de Minas Gerais um grupo de pessoas se divertia com o idiota da cidadezinha mineira. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 100 reais e outra menor, de 20,00 reais.

Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. Eu sei respondeu o tolo assim: Ela vale quatro vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha nota.

Pode-se tirar varias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.

A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?

A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é:

A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não tem uma boa opinião a nosso respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.

O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente.

Fonte: Autoria desconhecida recebida via WhatsApp


Envie sua Sugestão de pauta, denúncia, fotos, videos, piadas para o WhatsApp: (69) 9987-6863 para envio. Não se esqueça de se identificar.


Conheçam, Acompanhem, CURTAM: JusRO 

NUNCA DESISTA DE SEUS SONHOS: 80 anos depois médica judia receber doutorado

Published by:

A alemã Ingeborg Rapoport, de 102 anos, recebeu o título de doutorado quase 80 anos depois ter escrito sua tese em 1938, na Universidade de Hamburgo, sobre difteria, doença que matou milhares de pessoas no século passado, que lhe foi negado pelos nazistas pelo fato de ela ser judia, mas finalmente recebeu o titulo.

As leis racistas dos nazistas proibiam que ela defendesse a tese por ser judia. O evento aconteceu no dia 09 de junho de 2015, quando Ingeborg recebeu seu esperado doutorado em Medicina.

A Ingeborg Rapoport se refugiou nos Estados Unidos durante a guerra, mas nunca desistiu do seu doutorado. Aos 100 anos de idade, obteve da universidade a promessa de reconsiderar o caso, desde que defendesse a tese, o que a obrigou a estudar nos últimos meses as novidades dos últimos 80 anos. “Finalmente agora posso parar”, disse ela ao receber o título de doutora.

Aos 102 anos, alemã Ingeborg Rapoport, virou a pessoa mais idosa do mundo a receber um doutorado. 

Fonte: com informação de Reuters/Landov


Envie sua Sugestão de pauta, denúncia, fotos, videos, piadas para o WhatsApp: (69) 9987-6863 para envio. Não se esqueça de se identificar.


Conheçam, Acompanhem, CURTAM: JusRO 

A pior mãe do mundo

Published by:

A pior mãe do mundoDesde que era pequena, antes de ir para a escola, minha mãe me obrigava a tomar o desjejum, mesmo que não tivesse fome. Nenhuma outra mãe fazia isso.

Tinha que levar um sanduíche ou frutas, quando minhas coleguinhas podiam comprar batatinhas fritas, doces e outras coisas mais gostosas. Eu ficava muita chateada com isso. Me irritava com suas palavras:

– Coma tudo, não deixe nada… Faça isso direito… Faça de novo, etc.
Sempre assim!

Violou as regras do trabalho a menores de idade, obrigando-me a arrumar a cama, a ajudá-la na cozinha e outros serviços. O pior de tudo era ir ao mercadinho, cheio de gente, calor e filas. Que trabalheira!
Fui crescendo e minha mãe metia-se em tudo:

– Quem são suas amigas?… Como são suas mães?… Onde vivem?…

Uma droga! O pior foi quando comecei a ter amigos. As outras amigas podiam ver seus amigos à vontade, mas eu tinha que levá-los à casa e apresentá-los à minha mãe. Era o cúmulo! E o interrogatório de sempre:

– Como se chama?… Onde vive?… Que estuda?… Trabalha?…

Meus trabalhos foram aumentando: varrer, limpar o banheiro, lavar a roupa… Os anos foram passando. Casei-me e comecei uma nova família. Agora sou mãe também. No Dia das Mães fui a igreja e agradeci a Deus por minha mãe. Graças ao cuidado que ela teve com meus alimentos cresci sã e forte. Graças à atenção com que ela olhava meus deveres de casa, consegui terminar meus estudos.

Graças a que me ensinou a fazer os trabalhos de casa, agora tenho um lar limpo, ordenado e sei administrar minha casa. Graças ao cuidado com que me fazia escolher minhas amigas, ainda conservo várias delas que são um verdadeiro tesouro… Graças a que conheceu meus melhores amigos, pude descobrir quem era o melhor e agora é meu esposo.

– Obrigado, Senhor – disse do fundo do meu coração,

– por ter me dado minha mãe, minha querida mãe, em quem via só defeitos e não qualidades, essa mãe que me formou tão bem! Peço apenas uma coisa, Senhor, que, agora que tenho meus filhos, me considerem a pior mãe do mundo!

A equipe do Canal Conselho Tutelar deseja a todas as mães um dia feliz e abençoado porque vocês são especiais.  

Fonte: Desconhecemos a autoria

Curta a página oficial Canal Conselho Tutelar no facebook e indique para seus amigos e familiares.

Cinco lições do ministro Barroso sobre a vida e o Direito

Published by:

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF foi convidado para ser Patrono da turma de 2014 da faculdade de Direito da UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e proferiu emocionante discurso com reflexões essenciais com cinco lições relacionadas à vida e ao Direito.

Confira a íntegra do texto.

A vida e o Direito : breve manual de instruções

barrosoI. Introdução

Eu poderia gastar um longo tempo descrevendo todos os sentimentos bons que vieram ao meu espírito ao ser escolhido patrono de uma turma extraordinária como a de vocês. Mas nós somos – vocês e eu – militantes da revolução da brevidade. Acreditamos na utopia de que em algum lugar do futuro juristas falarão menos, escreverão menos e não serão tão apaixonados pela própria voz.

Por isso, em lugar de muitas palavras, basta que vejam o brilho dos meus olhos e sintam a emoção genuína da minha voz. E ninguém terá dúvida da felicidade imensa que me proporcionaram. Celebramos esta noite, nessa despedida provisória, o pacto que unirá nossas vidas para sempre, selado pelos valores que compartilhamos.

É lugar comum dizer-se que a vida vem sem manual de instruções. Porém, não resisti à tentação – mais que isso, à ilimitada pretensão – de sanar essa omissão. Relevem a insensatez. Ela é fruto do meu afeto. Por certo, ninguém vive a vida dos outros. Cada um descobre, ao longo do caminho, as suas próprias verdades. Vai aqui, ainda assim, no curto espaço de tempo que me impus, um guia breve com ideias essenciais ligadas à vida e ao Direito.

II. A regra nº 1

No nosso primeiro dia de aula eu lhes narrei o multicitado “caso do arremesso de anão”. Como se lembrarão, em uma localidade próxima a Paris, uma casa noturna realizava um evento, um torneio no qual os participantes procuravam atirar um anão, um deficiente físico de baixa altura, à maior distância possível. O vencedor levava o grande prêmio da noite. Compreensivelmente horrorizado com a prática, o Prefeito Municipal interditou a atividade.

Após recursos, idas e vindas, o Conselho de Estado francês confirmou a proibição. Na ocasião, dizia-lhes eu, o Conselho afirmou que se aquele pobre homem abria mão de sua dignidade humana, deixando-se arremessar como se fora um objeto e não um sujeito de direitos, cabia ao Estado intervir para restabelecer a sua dignidade perdida. Em meio ao assentimento geral, eu observava que a história não havia terminado ainda.

E em sequida, contava que o anão recorrera em todas as instâncias possíveis, chegando até mesmo à Comissão de Direitos Humanos da ONU, procurando reverter a proibição. Sustentava ele que não se sentia – o trocadilho é inevitável – diminuído com aquela prática. Pelo contrário.

Pela primeira vez em toda a sua vida ele se sentia realizado. Tinha um emprego, amigos, ganhava salário e gorjetas, e nunca fora tão feliz. A decisão do Conselho o obrigava a voltar para o mundo onde vivia esquecido e invisível.

Após eu narrar a segunda parte da história, todos nos sentíamos divididos em relação a qual seria a solução correta. E ali, naquele primeiro encontro, nós estabelecemos que para quem escolhia viver no mundo do Direito esta era a regra nº 1: nunca forme uma opinião sem antes ouvir os dois lados.

III. A regra nº 2

Nós vivemos em um mundo complexo e plural. Como bem ilustra o nosso exemplo anterior, cada um é feliz à sua maneira. A vida pode ser vista de múltiplos pontos de observação. Narro-lhes uma história que li recentemente e que considero uma boa alegoria. Dois amigos estão sentados em um bar no Alaska, tomando uma cerveja. Começam, como previsível, conversando sobre mulheres. Depois falam de esportes diversos. E na medida em que a cerveja acumulava, passam a falar sobre religião. Um deles é ateu. O outro é um homem religioso. Passam a discutir sobre a existência de Deus. O ateu fala: “Não é que eu nunca tenha tentado acreditar, não. Eu tentei. Ainda recentemente. Eu havia me perdido em uma tempestade de neve em um lugar ermo, comecei a congelar, percebi que ia morrer ali. Aí, me ajoelhei no chão e disse, bem alto: Deus, se você existe, me tire dessa situação, salve a minha vida”. Diante de tal depoimento, o religioso disse: “Bom, mas você foi salvo, você está aqui, deveria ter passado a acreditar”. E o ateu responde: “Nada disso! Deus não deu nem sinal. A sorte que eu tive é que vinha passando um casal de esquimós. Eles me resgataram, me aqueceram e me mostraram o caminho de volta. É a eles que eu devo a minha vida”. Note-se que não há aqui qualquer dúvida quanto aos fatos, apenas sobre como interpretá-los.

Quem está certo? Onde está a verdade? Na frase feliz da escritora Anais Nin, “nós não vemos as coisas como elas são, nós as vemos como nós somos”. Para viver uma vida boa, uma vida completa, cada um deve procurar o bem, o correto e o justo. Mas sem presunção ou arrogância. Sem desconsiderar o outro.

Aqui a nossa regra nº 2: a verdade não tem dono.

IV. A regra nº 3

Uma vez, um sultão poderoso sonhou que havia perdido todos os dentes. Intrigado, mandou chamar um sábio que o ajudasse a interpretar o sonho. O sábio fez um ar sombrio e exclamou: “ma desgraça, Majestade. Os dentes perdidos significam que Vossa Alteza irá assistir a morte de todos os seus parentes”. Extremamente contrariado, o Sultão mandou aplicar cem chibatadas no sábio agourento. Em seguida, mandou chamar outro sábio. Este, ao ouvir o sonho, falou com voz excitada: “Vejo uma grande felicidade, Majestade. Vossa Alteza irá viver mais do que todos os seus parentes”. Exultante com a revelação, o Sultão mandou pagar ao sábio cem moedas de ouro. Um cortesão que assistira a ambas as cenas vira-se para o segundo sábio e lhe diz: “Não consigo entender. Sua resposta foi exatamente igual à do primeiro sábio. O outro foi castigado e você foi premiado”. Ao que o segundo sábio respondeu: “a diferença não está no que eu falei, mas em como falei”.

Pois assim é. Na vida, não basta ter razão: é preciso saber levar. É possível embrulhar os nossos pontos de vista em papel áspero e com espinhos, revelando indiferença aos sentimentos alheios. Mas, sem qualquer sacrifício do seu conteúdo, é possível, também, embalá-los em papel suave, que revele consideração pelo outro.

Esta a nossa regra nº 3: o modo como se fala faz toda a diferença.

V. A regra nº 4

Nós vivemos tempos difíceis. É impossível esconder a sensação de que há espaços na vida brasileira em que o mal venceu. Domínios em que não parecem fazer sentido noções como patriotismo, idealismo ou respeito ao próximo. Mas a história da humanidade demonstra o contrário. O processo civilizatório segue o seu curso como um rio subterrâneo, impulsionado pela energia positiva que vem desde o início dos tempos. Uma história que nos trouxe de um mundo primitivo de aspereza e brutalidade à era dos direitos humanos. É o bem que vence no final. Se não acabou bem, é porque não chegou ao fim . O fato de acontecerem tantas coisas tristes e erradas não nos dispensa de procurarmos agir com integridade e correção. Estes não são valores instrumentais, mas fins em si mesmos. São requisitos para uma vida boa. Portanto, independentemente do que estiver acontecendo à sua volta, faça o melhor papel que puder. A virtude não precisa de plateia, de aplauso ou de reconhecimento. A virtude é a sua própria recompensa.

Eis a nossa regra nº 4: seja bom e correto mesmo quando ninguém estiver olhando.

VI. A regra nº 5


Em uma de suas fábulas, Esopo conta a história de um galo que após intensa disputa derrotou o oponente, tornando-se o rei do galinheiro. O galo vencido, dignamente, preparou-se para deixar o terreiro. O vencedor, vaidoso, subiu ao ponto mais alto do telhado e pôs-se a cantar aos ventos a sua vitória. Chamou a atenção de uma águia, que arrebatou-o em vôo rasante, pondo fim ao seu triunfo e à sua vida. E, assim, o galo aparentemente vencido reinou discretamente, por muito tempo. A moral dessa história, como próprio das fábulas, é bem simples: devemos ser altivos na derrota e humildes na vitória. Humildade não significa pedir licença para viver a própria vida, mas tão-somente abster-se de se exibir e de ostentar. Ao lado da humildade, há outra virtude que eleva o espírito e traz felicidade: é a gratidão. Mas atenção, a gratidão é presa fácil do tempo: tem memória curta (Benjamin Constant) e envelhece depressa (Aristóteles). Portanto, nessa matéria, sejam rápidos no gatilho. Agradecer, de coração, enriquece quem oferece e quem recebe.

Em quase todos os meus discursos de formatura, desde que a vida começou a me oferecer este presente, eu incluo a passagem que se segue, e que é pertinente aqui. “As coisas não caem do céu. É preciso ir buscá-las. Correr atrás, mergulhar fundo, voar alto. Muitas vezes, será necessário voltar ao ponto de partida e começar tudo de novo. As coisas, eu repito, não caem do céu. Mas quando, após haverem empenhado cérebro, nervos e coração, chegarem à vitória final, saboreiem o sucesso gota a gota. Sem medo, sem culpa e em paz. É uma delícia. Sem esquecer, no entanto, que ninguém é bom demais. Que ninguém é bom sozinho. E que, no fundo no fundo, por paradoxal que pareça, as coisas caem mesmo é do céu, e é preciso agradecer”.

Esta a nossa regra nº 5: ninguém é bom demais, ninguém é bom sozinho e é preciso agradecer.

VII. Conclusão

Eis então as cláusulas do nosso pacto, nosso pequeno manual de instruções: 1. Nunca forme uma opinião sem ouvir os dois lados; 2. A verdade não tem dono; 3. O modo como se fala faz toda a diferença; 4. Seja bom e correto mesmo quando ninguém estiver olhando; 5. Ninguém é bom demais, ninguém é bom sozinho e é preciso agradecer.

Aqui nos despedimos. Quando meu filho caçula tinha 15 anos e foi passar um semestre em um colégio interno fora, como parte do seu aprendizado de vida, eu dei a ele alguns conselhos. Pai gosta de dar conselho. E como vocês são meus filhos espirituais, peço licença aos pais de vocês para repassá-los textualmente, a cada um, com toda a energia positiva do meu afeto: (i) Fique vivo; (ii) Fique inteiro; (iii) Seja bom-caráter; (iv) Seja educado; e (v) Aproveite a vida, com alegria e leveza.

Vão em paz. Sejam abençoados. Façam o mundo melhor. E lembrem-se da advertência inspirada de Disraeli: “A vida é muito curta para ser pequena”.

Fonte: Migalhas

Curta e Indique nossa Fan Page JusRO para seus amigos e familiares.

A fábula do burro que levava relíquias

Published by:

Um burro, carregado de relíquias, caminhava pelas ruas de pequena cidadezinha. E por onde ele passava as pessoas entoavam hinos e queimavam incensos. Paravam para vê-lo e fixavam em sua direção olhares de admiração. Alguns até se ajoelhavam.

Imaginando que todas as honrarias eram para ele, o burro, cheio de orgulho, marchava soberbamente diante do povo. E até fazia paradas estratégicas quando percebia que a multidão exultava.

Alguém que por ali passava, observando a pose do animal, adivinha o que lhe passa na cabeça e diz:

– Não sejas tolo, ó burro insano! Deixa de lado essa presunção! És pobre de cabeça? Não vês que as homenagens e as preces dos suplicantes são para arca da aliança que carregas, e não para ti?

Quantos burros se imaginam adorados pelos homens!

Num magistrado ignorante É a toga que é saudada.

Adaptação da fábula poética de La Fontaine

Curta e Indique nossa Fan Page JusRO para seus amigos e familiares.